Um movimento interessante está acontecendo na Inglaterra e diz respeito ao esforço do governo para coibir o consumismo e o excesso de sexo nas mensagens publicitárias e no conteúdo que as crianças e adolescentes consomem através da mídia. A iniciativa tem o apoio do primeiro ministro David Cameron e está baseada no relatório Letting Children Be Children: the Report of an Independent Review of the Commercialisation and Sexualisation of Childhood, produzido por Reg Bailey, do Mother’s Union. O mercado de comunicação na Inglaterra reagiu bem ao relatório e aos apelos do governo – as propostas foram consideradas “realistas” – mas ativistas como a Children’s Food Campaign consideraram uma “oportunidade perdida”.
Basicamente, o relatório recomenda:
- Estabelecer que para a publicidade as crianças só deixam de ser consideradas crianças após os 16 anos.
- Não exibir painéis e outdoors com imagens sexualmente sugestivas próximas a escolas, creches e outros locais frequentados por crianças.
- Não exibir na TV programas que contenham cenas violentas ou sexualmente sugestivas antes das 21:00 e a adoção de um sistema de classificação etária (como o do cinema) para clipes musicais.
- Posicionar revistas masculinas nas prateleiras mais altas nas bancas e lojas ou vender essas revistas dentro de capas
- Facilitar para os pais o bloqueio de conteúdo adulto na internet
- Adotar na internet um sistema mais robusto para verificação de idade
- Criar um site único onde os pais possam fazer reclamações e denúncias para as diferentes agências que regulam os setores de publicidade, TV etc.
O primeiro ministro Cameron convocou para outubro um encontro que pretende reunir os líderes dos setores de mídia, indústria fonográfica, desenvolvedores de games, varejistas e também as agências reguladoras. A idéia é avaliar o progresso e avisar que se não houver auto-regulamentação em 18 meses, o governo vai atuar e adotar leis sobre o assunto.

















será que existe este movimento em outros países?